terça-feira, 30 de novembro de 2010

Materiais de uso hospital vencidos: Vereador entra com representação no MPF contra a Prefeitura

O procurador Marcos André, ao receber a representação salientou que a imprensa e a sociedade não devem fazer um julgamento pré-meditado.“Temos um fato grave que é a descoberta desse material com prazo de validade vencido. Isso autoriza o inicio de uma investigação”, afirmou

Ney Silva
 
O vereador Marialvo Barreto do PT entrou na manhã de hoje (30), com uma representação no MPF- Ministério Público Federal contra a Prefeitura de Feira de Santana. Acompanhado por um assessor e pelo vereador Roberto Tourinho, Marialvo entregou um saco preto na sede do MPF contendo amostras de alguns materiais de uso hospitalar recolhidas na última sexta-feira das dependências do Hospital da Mulher.

Esse material está com data de validade vencida e foi adquirido em 2007 na gestão do ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho. A representação foi assinada apenas pelo vereador Marialvo Barreto, pelo fato de Roberto Tourinho ser procurador do município o que legalmente o impede de ingressar com ações contra a administração municipal.
 A expectativa de Marialvo Barreto é que o Ministério Público Federal possa ter sucesso na investigação.” De uma coisa nós sabemos: Culpados existem. Agora é identificar esses culpados pelo desperdício do dinheiro do SUS e punir os responsáveis”, afirmou.Ele informou que deu outras informações ao procurador da república Marcos André Carneiro Silva sobre um novo local onde há material de uso hospitalar possivelmente vencido.

O procurador Marcos André, ao receber  a representação salientou que a imprensa e a sociedade não devem fazer um julgamento pré-meditado. “Temos um fato grave que é a descoberta desse material com prazo de validade vencido. Agora isso é grave e autoriza o inicio de uma investigação”, afirmou. Ele observa que a denuncia contida na representação vai ser apurada e o resultado revelado posteriormente.
  Segundo ainda Marcos André, as responsabilidades dessa representação sobre quem é ou quem são as pessoas envolvidas só depois da conclusão da investigação.“ Podemos estar diante de uma irregularidade, de um crime ou de um ato de improbidade,” disse.

O procurador não soube precisar quanto tempo será preciso para investigar a denúncia.” Nós não sabemos quando foram adquiridos os materiais, quais são os processos de pagamentos, a data e quem forneceu. Nada disso ainda foi descoberto. Então não dá para pensar que em uma semana isso seja resolvido”, afirmou Marcos André.

Ele informou ainda que inicialmente serão feitas investigações pré-liminares e se confirmados os fatos revelados na representação, será aberto um inquérito civil público.Ainda de acordo com o procurador não  está descartada a possibilidade de abertura de um inquérito policial.



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